quinta-feira, 17 de abril de 2008

Engenhocas

Como já tinha referido neste blog, eu gosto muito de engenhocas e da mistura do antigo com o moderno. Aqui ficam então algumas engenhocas, algumas inventadas outras adaptadas, mas todas divertidas de usar.
Eu gosto de manómetros. Gosto da possibilidade de a qualquer momento saber exactamente o que se passa em cada zona do motor e do carro. por isso não se assuste o leitor com a quantidade de manómetros no carro.
À esquerda do velocímetro original temos 2 manómetros construidos por mim.
O de cima diz-nos a mudança que está engatada. Sempre achei piada a esse pormenor nos carros de rally e achei que nao deveria ser muito difícil inventar um para o meu carocha. Dá especialmente jeito para saber quando a macha-atrás está mesmo engatada.
Como funciona? A manete das mudanças prende embaixo através de uma rótula a um eixo a 90º que corre no túnel do carro até à caixa de velocidades. no fim desse eixo, por baixo do banco traseiro, temos uma portinhola onde abri um buraco e fibrei um iman vertical que faz exactamente os mesmo movimentos que a haste da manete das mudanças.


Cá temos o iman ao centro. Em volta do iman temos quatro sensores electromagnéticos. Ou seja, quando o iman se aproxima de um sensor, este faz de interruptor. Logo, e uma vez q o iman faz o mesmo movimento que a haste da manete das mudanças, se metermos a 1ª velocidade por exemplo, o iman aproximar-se-á do sensor no canto inferior direito.
E o q é q este "interruptor" faz? equivale a carregar na tecla "1" numa máquina de calcular cujo visor é o nosso manómetro. Sim o visor do manómetro é o primeiro dígito de uma maquina de calcular. Assim quando metemos a 1ª, 2ª, 3ª ou 4ª mudança, estamos a carregar nas teclas "1,2,3 e 4" da máquina de calcular. Na embraiagem temos outro interruptor que "carrega" na tecla "C" para apagar os numeros e ficarem a zeros. Para a marcha atrás, como a posição do iman é parecida com a 2ª velocidade, usa-se a luz de marcha-atrás. Quando a luz de marcha-atras acende, apagam-se os dígitos e acende-se um LED vermelho.



Na primeira imagem o manómetro de baixo é um velocímetro digital. Como? é uma adaptação de um velocímetro digital de bicicleta, com o sensor na roda da frente (em vez de ser numa roda de bicicleta). Com este velocímetro, posso marcar distâncias intermédias, calcular médias, e ter uma velocidade mais precisa da do velocímetro original (calibrei-o com um GPS).
O sensor fica no eixo da roda perto do topo do tambor (seta vermelha), e no tambor é fibrado um íman que activa o sensor. No velocímetro é então introduzido o perímetro da roda para dar a velocidade e distâncias correctas.


Atrás já tinha falado nos vidros electricos feitos com motores de aparafusadoras sem fios de 10 euros. Aqui está a consola central na zona do travão de mão, com os botões para operar os vidros.


Sim furei uma bola de bilhar e meti na manete das mudanças. Quanto ao extintor, toda a gente me perguntava se era Nitro... achei por bem colar um autocolante da marca de Nitro mais conhecida para ver até onde pode chegar esse mito :)
O botao grande vermelho ao lado da fechadura de ignição, é de facto a ignição do veículo. Neste momento já tem "START" escrito no botão, e acende quando ligamos a chave.


Ok, da esquerda para a direita: Manómetro das mudanças, em baixo o velocímetro digital, à esquerda do velocímetro original temos um conta-rotações.
Agora a fila de manómetros em baixo temos: Amperímetro da bateria; Temperatura do óleo; Pressão do óleo; Volts das baterias, com dois botoes (tenho duas baterias, os botões alternam entre as baterias para leituras individuais da sua voltagem) ; Bússula ; Humidade no ar; Temperatura do ar; Relógio.


3ª luz de travagem em cima, por trás da grelha. invisível até ser acesa.


Na admissão de combustível, no carburador, o carocha tem de origem um sistema de ar automático. (Lembra-se daqueles carros há uns anitos quando tinhamos que puxar o ar antes de ligar o carro? A Volkswagen já estava à frente disso uns anos antes e tinha ar automático) ou seja, quando ligamos o motor, o ar é fechado para termos uma mistura mais rica, para pegar melhor. e durante os proximos 5 minutos, o ar vai abrindo lentamente até ficar completamente aberto para uma mistura normal. Ora este sistema às vezes desafina ou tem falhas. E se nao repararmos andamos com a mistura muito rica a desgastar o motor e a gastar demasiado combustivel.
Então inventei um sensor para nos dizer enquanto o ar está fechado. O sensor acende a luz apontada pela seta.
(Acima da luz, a tentativa de transformar o botao do rádio num botao original do carocha.)


Aqui é a vista do sensor no motor que opera essa luz. é um sensor maqnético (1). Quando o iman na borboleta que abre foge do sensor, a luz apaga-se e sabemos que o ar está completamente aberto. Antes disso não convem fazer grandes aceleraçoes, por isso a luz serve tambem de lembrete para se ter calminha no pedal.

Motor

Ora relembro que fizemos 120 km a 80km/h assim, e sem grandes sobresaltos.


A ideia incial era tentar restaurar o máximo do motor sem ter de tirá-lo do carro. O carro era para estar a andar o mais rapido possível.
Assim, desmontei tudo o que podia desmontar do motor sem ser necessário retirá-lo, para limpar, lixar as peças e pintar.


Filtro de ar cromado mais agradável à vista sem comprometer grandemente a eficiência.


Acontece que depois de algumas semanas de uso o dínamo teve um problema grave (o dínamo é o equivalente aos alternadores nos carros de hoje).
O dínamo tem a sua rotação através da correia do dínamo (alternador) através da polie que pintei em branco. Na outra ponta do eixo do dínamo temos uma turbina (dentro da caixa de ar azul por trás do motor). Essa turbina é que aspira o ar para a torre de óleo para refrigerar o motor. O eixo do dínamo cedeu na zona onde agarra a turbina. A turbina começou a rodar descêntrica e alem de não arrefecer o suficiente, com a trepidação partiu os apoios na caixa de ar e a braçadeira que agarra o dínamo... Resultado: tive mesmo que tirar o motor, para trocar a caixa de ar, o dínamo e a turbina. Aqui temos o motor acabadinho de sair.


O carro é levantado e o motor sai por baixo.


aqui temos o bloco do motor já despido da caixa de ar, dinamo, polies e turbina, carburador e filtro de ar, distribuidor velas e respectivas ligações. pronto para lixar e pintar.


Aproveitei para dar um mini-restauro ao compartimento do motor.


Aqui está o motor depois de restaurado. Caixa de ar nova, dínamo novo, polies novas, algumas latas novas e o resto é recuperado. Cromados made in Tawain para não haver grandes derrapagens no orçamento.


Ok primeiro que tudo não tentem isto em casa. Foi a maneira que arranjei para conseguir sozinho tirar e voltar a meter o motor. São dois macacos soldados no topo um do outro para ter o dobro do curso. É instável, e se a soldadura nao for boa correm-se muitos riscos.


O acopolamento do motor à caixa de velocidades. Apenas 4 parafusos seguram o motor inteiro.


Motor já dentro do compartimento do motor e já acopolado à caixa e com todas as ligações eléctricas feitas.


O carburador tambem deu alguns problemas, e aproveitei para trocá-lo por um mais eficiente... embora contina a ser um carro que gasta bem.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Interiores

Zona traseira depois de arrancados todos os materias colados à chapa.


Forrados os metais dos interiores com napa branca, estofados com espuma.
Vidros originais, apenas com borrachas novas.


Alcatifa industrial azul para o chão.


Forragem do tablier. Pistola de calor para ajudar a moldar a napa às curvas do tablier.
Adição de uma calha metálica por baixo do tablier para servir de suporte para manómetros e interruptores adicionais.


Metais do tablier a contrastar em azul da carroçaria. Início do processo de personalização do tablier (adicionar engenhocas!). à esquerda o protótipo de um velocímetro de bicicleta adaptado à roda esquerda para termos velocidade digital e quilometragem parcial para medir distâncias, consumos, velocidades médias, etc. à direita do velocímetro um conta-rotações. Embaixo apenas um manómetro para medir os buracos q serão feitos nessa zona.


Paineis das portas feitos em contraplacado e forrados com napa branca, estofados com espuma. Puxador da porta original, forrado com o mesmo material. Membrana de borracha da carroçaria usada nas zonas de contacto do puxador com o painel.


Tecto do carro pintado de branco. Adicionadas guias para o forro. Adicionadas luzes de plafonier.



Forro do tecto tipo cabana de praia, feito a partir de um estor de cozinha.


Nova versão do velocímetro digital com o mesmo look dos restantes manómetros.
Colunas nos paineis das portas.
Entre os dois bancos, fiz uma pequena consola para alojar os botões dos elevadores dos vidros , botão de 4 piscas e o botão do fecho centralizado.
Volante lixado e repintado.


Sistema de fecho centralizado genérico adaptado no sistema original do carocha. Em baixo a pistola que dispara o mecanismo. Em cima onde a haste da pistola agarra a haste original.


Os vidros eléctricos são uma adaptação. Uma aparafusadora sem fios normal, acopolada à antiga manivela de subir e descer os vidros, funciona como motor do elevador dos vidros.

Pintura e montagem

Quando nao se tem estufa de pintura...improvisa-se. Como o "estaleiro" é ao ar livre, foi apenas uma tentativa de minimizar a quantidade de particulas e insectos que farão parte da pintura.



Vista de dentro da estufa improvisada. Todos os buracos e aberturas tapadas com a maior amiga do Mac Guiver: a fita-cola.


"Sou uma criatura de outra planeta! Venho em paz! Take me to your leader!"


Já depois das duas demãos e de algumas peças montadas.


Em frente o pormenor das grelhas de buzina que estes guarda-lamas permitem. Curiosamente, como muitas peças do mercado alternativo das peças para carocha, estas grelhas são Made in Taiwan, e custam 5 vezes menos q as grelhas originais da volkswagen.
"T-bars" em vez do para-choques.


Na trazeira a campânula da luz de matrícula também é dos modelos mais antigos (tipo Pope's Nose) para contribuir para o look retro da traseira. A mesma mebrana de borracha branca usada para separar os guarda-lamas do resto da carroçaria, foi usada também na campânula de matricula, em volta das luzes redondas traseiras e no símbolo (É o símbolo de Wolfsburg, a cidade de nascença dos Volkswagens. É o mesmo símbolo que traz no volante).


Já com as luzes traseiras colocadas. Os parachoques cortam as curvas do modelo. Assim foram substituidos por "T-bars", apenas umas barras para evitar qualquer toque acidental.


As luzes fiz de uma roda de LEDs utra-brilhantes. Gastam menos, vêem-se melhor, e acendem mais rápido.


As pezeiras laterais aqui já instaladas. No inicio dos para-lamas ha ainda uns protectores em inox feitos a partir de um caixote do lixo em inox (lembrem-se: low bugdet!).


Jantes lixadas, tratadas e pintadas da cor da carroçaria. Tampões tipo Moon (brasileiros), e em volta da roda leva esta borracha branca para lembrar os pneus antigos de faixa branca.


Interiores pintados em branco. A sair do vidro traseiro pode ver-se o inicio do processo de forragem do metal dos interiores com napa branca. Mesmo material de que serão forrados os estofos.

Preparação para pintura

Betume-primário-lixar..betume-primário-lixar...betume...




O avental teve de levar aberturas para a nova localização dos apois do para-choques. Originalmente os apoios entravam nos guarda-lamas frontais, mas como foram trocados, os guarda-lamas mais antigos têm nessa zona os buracos para as grelhas de buzina.


Tampa do motor.


buracos das luzes traseiras tapados. Para as luzes traseiras quiz um look mais retro, e optei por luzes individuais redondas.



Nos guarda-lamas frontais tapei os buracos para os piscas (originalmente no topo dos guarda-lamas) para dar mais fluidez ao modelo. Os piscas vão descer para baixo dos faróis.